segunda-feira, 16 de julho de 2012

Histórias boas de se contar

Bem,  como professora de Sala de leitura preciso de diversos tipos de textos para trabalhar na Roda de leitura. Minha escola pertence à rede Municipal e atende turmas de Educação Infantil, 1° ao 5° Ano, Projeto Acelera, Classes Especiais e PEJA.  Dependendo dos meus objetivos ou da faixa etária para qual uma leitura será destinada, posso ter um  bocado de dificuldades em "encantar" os meus ouvintes.
Procuro trabalhar de maneira lúdica, pois é claro que assim o momento é mais agradável. Já fiz de tudo para agradar meus alunos (sejam crianças ou adultos do PEJA). Desde Chá com poesia até dramatização de atendimento hospitalar (onde as crianças eram enfermeiros, médicos e pacientes "hilários"- revezando os papéis) para trabalhar com o receituário e bula. Eles adoraram!
Mas quero falar primeiramente aqui sobre os livros de histórias. Encontrar  histórias interessantes que prendam atenção das crianças ou tenham um "algo mais" é difícil. Algumas delas têm um excelente enredo, mas são grandes demais para se contar numa roda de leitura; outras são pequenas  demais e sem atrativos.
Para falar a verdade, alguns autores subestimam a inteligência das crianças e produzem histórias que nem é bom tentar contar porque no final da leitura (e algumas vezes durante a mesma) é um "rio de reclamações":
Mas que história boba, tia! - é só o que eu escuto.
Nesse momento permito que as crianças exerçam o direito de mostrar sua opinião. Se for durante a história, peço que deixem apenas que eu termine de contar para conversarmos.
Acho que vamos ter muito que conversar sobre esse tema. Vou contar com sua ajuda para que bons livros sejam indicados aqui, ok?
Vou começar com um livro que me deu oportunidade de falar de algo muito importante:  o carinho que podemos dar a um amigo nas horas que ele precisa acompanhado de um gostoso abraço. As ilustrações feitas por Tim Warnes são lindas e o autor é Steve Smallman. O livro foi publicado pela Ciranda Cultural. O nome do livro?   O  ABRAÇO DE ALFREDO


Esta história nos fala de um brinquedo novo que chega quarto e irá tentar descobrir "para que ele serve"...  
Não precisamos criar uma dinâmica para cada livro que lemos. A história já basta por si mesma, mas quando o livro nos oportuniza uma gostosa brincadeira... Por que não???
A brincadeira que fiz ao final desta história foi  inspirada no "Coelhinho na toca 1, 2, 3". 
Regra: Ao meu comando, toda vez que minha contagem chegar no 3, as crianças deverão escolher um amiguinho ou amiguinha para abraçar com carinho. Essa contagem pode ser feita por uma criança.
Aconteceram várias situações deliciosas e divertidas - até um menininho (EI) que tinha dificuldades de se envolver com os coleguinhas se soltou nesta brincadeira e fez novas amizades.
Trabalhei este livro com as turmas de Educação Infantil e do 1° Ano.


E assim essa história acabou (por hoje):  "Entrou por uma porta, saiu pela outra - quem quiser que conte outra! E quem gostou faz o quê???  Bate palmas!

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