segunda-feira, 27 de agosto de 2007

COMO NASCE UM LIVRO?

Crianças,

Um livro não nasce sozinho. Precisa de gente com vontade, entusiasmo e diferentes habilidades para fazê-lo. Acho que a palavrinha mágica é ACREDITAR. O que não vale é ter medo. Essa palavrinha não nos ajuda em nada! Não podemos ter medo das críticas. Os coleguinhas têm diferentes opiniões e devemos respeitá-las. Se no meio do caminho você errar, comece tudo outra vez. O importante é você se sentir feliz com aquilo que faz.
Quero, com muito orgulho, apresentar a você, os amigos que me ajudaram a fazer o livro A MARGARIDA INSATISFEITA: Sandro Lopes como ilustrador, Raquel Cordeiro como designer e Júlio Corrêa como revisor dos textos. O livro ficou lindo com a ajuda deles.
E agora, que tal você produzir o seu próprio livro com a ajuda de seus amiguinhos e da sua professora, que é uma grande parceira? Vamos lá! Ânimo e mãos à obra!
VEJA A CAPA DESTE LIVRO NO FINAL DO BLOGGER



UMA CONVERSA IMPORTANTE COM PAIS E EDUCADORES


A mágica do momento de ler uma história


A literatura infantil desempenha um papel importante no desenvolvimento das crianças. As histórias, quando contadas desde o período pré-escolar, contribuem para o sucesso da alfabetização.
Contar histórias, apontando com o dedo as palavras e frases que vão sendo lidas, ajuda a criança a perceber que são daquelas “coisinhas pretas” que estão no livro (as letras), que “saem as histórias” e que a leitura se faz de cima para baixo e da esquerda para direita sem atravessar as páginas. Todas essas regras são realmente complexas para a criança. Aos poucos, ela irá fazendo essas inferências, sem que seja necessário “forçar uma alfabetização”, transformando o momento prazeroso da contação de histórias em uma aula. O próprio contato com os livros já desperta o desejo de descobrir como essa “mágica da leitura” acontece.
Além de tudo isso, as histórias despertam a sensibilidade e a curiosidade, facilitam a compreensão de mundo e proporcionam a formulação do senso crítico de acordo com as avaliações que a criança vai fazendo no transcorrer da leitura.
Cada leitor interpretará o texto e as imagens de acordo com suas vivências. Por exemplo: para uma criança, um gato preto pode simbolizar o mal de acordo com as crenças que lhe são passadas. Para outra, este mesmo gato pode despertar sua memória afetiva por se lembrar de seu gatinho preto de estimação.
Assim, quando a criança pede para ouvir a mesma história várias vezes, deve ser atendida. É neste momento que ela se confronta com seus medos, experimenta sensações de prazer e reformula suas hipóteses.
Espero que vocês tenham agradáveis momentos de leitura com as suas crianças.

Um carinhoso abraço,
DENISE ALMEIDA